Tribuna da Notícia :: O seu jornal na Internet!

Site do Jornal Tribuna da Notícia editado e publicado em Reserva-PR.

Por que pagamos tantos impostos no Brasil?

Resposta difícil ainda mais quando a sensação de aperto financeiro só aumenta em quando, muitas vezes, enquanto os serviços públicos não acompanham o volume arrecadado.

O Brasil está entre os países que mais arrecadam impostos no mundo quando se compara com nações em desenvolvimento. Uma das principais razões está na complexidade do nosso sistema tributário. Temos impostos federais, estaduais e municipais, que incidem sobre consumo, renda, propriedade, serviços, folha de pagamento, entre tantos mais.

Outro fator importante é que a maior parte dos impostos no Brasil recai sobre o consumo. Isso significa que, quando você compra um alimento, abastece o carro, paga energia elétrica ou qualquer serviço, uma parte significativa do valor já é imposto.

Na prática, quem ganha menos acaba pagando proporcionalmente mais, pois consome quase toda a sua renda.

Além disso, o Estado brasileiro é caro. Há uma estrutura pública grande, altos custos com previdência, funcionalismo, manutenção da máquina pública e pagamento da dívida. Tudo isso precisa ser financiado, e o meio mais rápido e seguro de arrecadação sempre foi aumentar ou criar tributos.

Não por menos tantos impostos ultimamente.

O maior problema, porém, não é apenas quanto se paga, mas o retorno que se recebe. Em muitos casos, o cidadão paga imposto alto e ainda precisa arcar, do próprio bolso, com saúde, educação e segurança privadas.

Isso gera a justa sensação de injustiça fiscal.

Não se discute que impostos são necessários. Eles financiam hospitais, escolas, estradas, assistência social e tantos outros serviços essenciais. O que precisa ser debatido com seriedade é a forma como eles são cobrados e, principalmente, como são utilizados.

O Brasil precisa avançar para um sistema mais simples, justo e transparente, onde quem ganha mais realmente pague mais, e onde o cidadão consiga enxergar, na prática, o retorno daquilo que ele contribui todo mês.

Enquanto isso não acontece, seguimos com a sensação de trabalhar muito, pagar muito e receber pouco. E essa conta, no fim das contas, sempre chega para o mesmo lugar: o bolso do brasileiro.

Douglas A. Roderjan Filho

É advogado formado na UEPG há 25 anos, procurador da Câmara Municipal de Reserva, pós-graduado em Direito Ambiental e em gestão pública.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *