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Curi, Greca ou Guto Silva? Disputa pela sucessão de Ratinho Júnior agita bastidores no Paraná

O debate sobre a sucessão do governador Ratinho Júnior (PSD) ganha cada vez mais intensidade nos bastidores políticos do Paraná. Em setembro do ano passado, publiquei artigo analisando as primeiras movimentações em torno da disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026 e apontando que a definição do sucessor dependeria menos de nomes isolados e mais da capacidade de articulação interna do grupo governista.

À época, destaquei que, embora Ratinho Júnior mantivesse forte capital político, a escolha de um herdeiro natural não seria automática. O cenário atual confirma aquela avaliação.

Desde então, o xadrez sucessório ficou mais visível. O nome de Guto Silva (PSD), atual secretário estadual das Cidades, passou a circular com mais intensidade como possível escolhido do governador. Paralelamente, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), consolidou sua pré-candidatura, apoiado em forte articulação política e capilaridade regional.

Também entrou definitivamente no páreo Rafael Greca (PSD), ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável, que busca ampliar sua presença no interior do estado para viabilizar a candidatura.

O ponto central levantado no artigo de setembro permanece atual: qualquer tentativa de indicação exigirá habilidade para evitar fissuras internas no PSD e na base aliada. A consolidação de um nome passa por exposição gradual, construção de alianças e gestão das ambições partidárias.

Enquanto o grupo governista organiza sua definição, a oposição também se movimenta. O senador Sérgio Moro (União Brasil) lidera as pesquisas iniciais, seguido pelo deputado estadual Requião Filho (MDB), o que reforça a necessidade de unidade no campo governista.

O cenário projetado em setembro começa a ganhar contornos mais nítidos, mas segue aberto. Até o fechamento da janela partidária, previsto para abril, o Paraná deve assistir a novas movimentações que podem redefinir alianças e alterar o equilíbrio da disputa.

Josemar Junior Santos

É advogado formado há 16 anos pela UEPG

Pós-graduado em Administração e Finanças

Pós-graduado em Ciência Política

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