Artigos – Tribuna da Notícia :: O seu jornal na Internet! https://tribunadanoticia.com.br/blog Site do Jornal Tribuna da Notícia editado e publicado em Reserva-PR. Thu, 16 Apr 2026 02:08:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Índice de Progresso Social aponta desafios estruturais e pequenos avanços em Reserva https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/04/16/indice-de-progresso-social-aponta-desafios-estruturais-e-pequenos-avancos-em-reserva/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/04/16/indice-de-progresso-social-aponta-desafios-estruturais-e-pequenos-avancos-em-reserva/#respond Thu, 16 Apr 2026 02:08:55 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=14298

Os dados mais recentes do Índice de Progresso Social (IPS Brasil) trazem um importante retrato da realidade do município de Reserva (PR), revelando desafios relevantes, mas também indicando avanços pontuais que merecem ser considerados no planejamento das políticas públicas.

De acordo com os relatórios divulgados pela IPS Brasil, referentes aos anos de 2024 e 2025, o município ocupa atualmente a 363ª posição entre os 399 municípios do Paraná e a 3.817ª posição entre os 5.570 municípios do Brasil. Esses dados evidenciam um cenário que exige atenção contínua e ações estruturadas voltadas ao desenvolvimento social.

Os números, no entanto, não apontam apenas dificuldades. Na comparação entre os dois anos, é possível observar pequenas evoluções em indicadores específicos, especialmente relacionados à saúde básica e ao acesso a determinados serviços, o que demonstra que esforços vêm sendo realizados e podem ser ampliados.

Por outro lado, o estudo reforça que ainda persistem desafios estruturais importantes em áreas essenciais para a qualidade de vida da população. Aspectos como educação, acesso a oportunidades econômicas, infraestrutura urbana e redução das desigualdades sociais seguem como pontos de atenção prioritária.

O Índice de Progresso Social se diferencia por avaliar diretamente as condições de vida da população, indo além de indicadores econômicos tradicionais. Por isso, seus resultados servem como ferramenta estratégica para gestores públicos, instituições e sociedade civil na definição de prioridades e na construção de políticas mais eficazes.

Nesse contexto, os dados de 2024 e 2025 devem ser compreendidos como um alerta técnico e responsável: ao mesmo tempo em que evidenciam a necessidade de avanços mais consistentes, também demonstram que melhorias são possíveis e já começam a aparecer, ainda que de forma gradual.

O momento, portanto, é de utilizar essas informações como base para planejamento, investimento e aprimoramento da gestão pública, com foco na elevação da qualidade de vida da população de Reserva.

E aí cidadão reservense? No que precisamos melhorar? Evoluímos ou regredimos?

Fontes:

Relatórios oficiais do Índice de Progresso Social – IPS Brasil (anos de 2024 e 2025), disponíveis em: https://ipsbrasil.org.br/

Douglas Augusto Roderjan Filho

É advogado formado na UEPG há 25 anos, procurador da Câmara Municipal de Reserva, pós-graduado em Direito Ambiental e em gestão pública.

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A falácia da legalização das drogas: um risco anunciado à saúde e à sociedade https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/01/24/a-falacia-da-legalizacao-das-drogas-um-risco-anunciado-a-saude-e-a-sociedade/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/01/24/a-falacia-da-legalizacao-das-drogas-um-risco-anunciado-a-saude-e-a-sociedade/#respond Sat, 24 Jan 2026 20:46:49 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13993

No Brasil e no mundo persiste o debate público de que a legalização das drogas seria uma alternativa para reduzir a violência e o tráfico. Contudo, essa proposta desconsidera seus impactos negativos sobre a saúde pública e a ordem social. O consumo de substâncias psicoativas está diretamente relacionado ao aumento da dependência química, de transtornos mentais, de internações hospitalares e de mortes prematuras. A ampliação do acesso e a redução da percepção de risco tendem a afetar especialmente jovens e adolescentes, grupo mais vulnerável à iniciação no uso de drogas.

Do ponto de vista da saúde pública, o Estado brasileiro já enfrenta sérias limitações estruturais para atender a demanda por tratamento e reabilitação de dependentes químicos. A legalização ampliaria significativamente os custos ao sistema de saúde, exigindo mais investimentos em internações, acompanhamento psiquiátrico e políticas de contenção de danos, muitas vezes em detrimento de áreas essenciais como prevenção e educação.

Argumenta-se, ainda, que a legalização enfraqueceria o tráfico de drogas. Entretanto, experiências internacionais demonstram que o mercado ilegal não desaparece, pois o crime organizado se adapta, oferecendo produtos mais baratos, mais potentes ou fora da regulação estatal. Assim, a criminalidade não é eliminada, apenas se reorganiza.

No campo social, o aumento do consumo de drogas impacta diretamente as famílias e as comunidades, contribuindo para conflitos domésticos, evasão escolar, queda da produtividade e maior vulnerabilidade social, sobretudo nas regiões mais pobres. Sob a ótica jurídica, cabe ao Estado proteger a vida, a saúde e a dignidade da pessoa humana, sendo incompatível com esse dever a legitimação de substâncias sabidamente nocivas.

Dessa forma, a legalização das drogas não se apresenta como solução eficaz para os problemas que pretende resolver. O enfrentamento adequado passa pelo fortalecimento de políticas de prevenção, educação, tratamento digno aos dependentes químicos e combate qualificado ao tráfico, e não pela normalização do consumo de drogas.

Josemar Junior Santos

É advogado formado pela UEPG

Pós-graduado em Administração e Finanças

Pós-graduado em Ciência Política

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O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/01/12/o-mundo-precisa-olhar-para-o-cooperativismo-nao-como-alternativa-mas-como-caminho/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2026/01/12/o-mundo-precisa-olhar-para-o-cooperativismo-nao-como-alternativa-mas-como-caminho/#respond Mon, 12 Jan 2026 01:42:09 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13944

*por Manfred Dasenbrock

Num mundo que busca caminhos mais humanos, sustentáveis e inclusivos, o cooperativismo se consolida como um modelo capaz de transformar realidades de maneira concreta. Não por acaso, a ONU escolheu 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. Hoje, o modelo está espalhado por todos os continentes e setores. De acordo com a Aliança Cooperativa Internacional, existem mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, reunindo um bilhão de pessoas — cerca de 12% da população mundial. O impacto econômico também é gigante: são 280 milhões de empregos gerados, cadeias produtivas fortalecidas e comunidades inteiras movimentadas, reduzindo desigualdades e criando novas oportunidades.

Esse impacto se torna especialmente evidente quando observamos o papel das instituições financeiras cooperativas. Em um ambiente marcado por concentração bancária, juros elevados e distância física e simbólica entre instituições e pessoas, as cooperativas fazem a ponte que falta. Elas chegam antes — e onde ninguém chega. São mais de 743 cooperativas de crédito no Brasil atendendo milhões de pessoas, muitas delas em municípios pequenos, onde a presença de um único ponto de atendimento pode significar o início de um ciclo de oportunidades. Ao oferecer crédito com taxas mais acessíveis, orientação qualificada e soluções de um modo mais humanizado, as cooperativas promovem a verdadeira inclusão financeira: aquela que não se limita a abrir contas, mas que viabiliza sonhos, investimentos, modernização, expansão e geração de renda real.

Esse é o diferencial central do cooperativismo: ele agrega renda; não retira. O modelo torna isso possível porque o cooperado se beneficia em três dimensões. Primeiro, pelo acesso ao crédito mais justo e com uma abordagem responsável por parte da cooperativa. Segundo, pela economia proporcionada por taxas e tarifas mais adequadas à realidade de famílias, profissionais liberais, empresários e agricultores. Terceiro, pelo retorno financeiro das sobras — o resultado anual da cooperativa — devolvido proporcionalmente aos cooperados É um ciclo virtuoso em que o dinheiro não sai da região, mas circula nela, fortalecendo laços econômicos, estimulando o comércio local e evitando a concentração de recursos nos grandes centros. Diferentemente de instituições tradicionais, o cooperativismo multiplica a renda ao devolvê-la a quem produz e movimenta a economia. A pesquisa da FIPE/USP deste ano, que avaliou dados econômicos de todos os municípios brasileiros, ilustra isso. Nas regiões onde há uma ou mais cooperativas, o impacto agregado em um ano foi de mais de R$ 48 bilhões, 70 mil novas empresas e 278 mil postos de trabalho. Além disso, o cooperativismo incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.

Um grupo que expressa a força desse modelo são as micro e pequenas empresas. Hoje, 26% das MPEs brasileiras têm relacionamento com o Sicredi, o que revela o tamanho do impacto da presença cooperativa no empreendedorismo nacional. Empreendedores recebem não apenas crédito mais acessível, mas também orientação próxima e soluções adaptadas à realidade dos pequenos negócios, que muitas vezes são o motor econômico de cidades interioranas. Apoiar essas empresas significa estimular empregos locais, fomentar inovação, fortalecer cadeias produtivas e manter viva a economia das comunidades — tudo isso enquanto parte dos resultados retorna para os próprios empreendedores, reforçando o ciclo de prosperidade. No campo, essa lógica cooperativa também se traduz em resultados concretos, fortalecendo elos produtivos do agronegócio e garantindo que pequenos e médios produtores tenham acesso às mesmas oportunidades.

A agricultura familiar é outro exemplo poderoso do modelo cooperativista. Responsável pela maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, ela sustenta economias locais, preserva identidades culturais, garante a permanência de famílias no campo e sustenta tradições que moldam o modo de vida rural. Quando crédito acessível e orientação chegam a esse público, o impacto é imediato e profundo. Nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o Sicredi destinou mais de R$ 3 bilhões em custeio e quase R$ 900 milhões em investimentos somente na safra 24/25, beneficiando cerca de 48 mil associados. O crescimento ao longo dos anos impressiona: o volume financiado para agricultura familiar mais que dobrou entre 20/21 e 24/25, refletindo não apenas a confiança no pequeno produtor, mas também a capacidade de transformação gerada quando a política pública se alia ao cooperativismo. Em nível nacional, o avanço se repete: o Sistema Sicredi destinou R$ 12,2 bilhões à agricultura familiar na safra 24/25, quase o dobro do registrado cinco anos antes. Cada safra financiada representa mais do que números — é modernização de propriedades, compra de máquinas, aumento de produtividade, renda distribuída e comunidades inteiras fortalecidas.

No conjunto, o impacto social das cooperativas ultrapassa a esfera financeira. Ele se expressa em educação, cultura, empreendedorismo, inclusão de jovens, desenvolvimento comunitário e sustentabilidade. Só em 2024, o Sicredi destinou mais de R$ 435 milhões a iniciativas de impacto — mais de R$ 1 milhão por dia investido diretamente na sociedade. A soma desses movimentos prova que o cooperativismo é uma resposta contemporânea para problemas antigos: ele reduz desigualdades, amplia oportunidades, fortalece regiões vulneráveis e cria um ambiente econômico mais equilibrado e compartilhado.

É por isso que a ONU discute transformar o Ano Internacional das Cooperativas em uma recorrência periódica. A celebração anual não é suficiente para manter viva a potência do tema. O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho. O cooperativismo é, afinal, um instrumento contemporâneo para um mundo que não pode mais conviver com desigualdade estrutural e concentração de renda. Onde há cooperativa, a vida melhora. E quanto mais esse movimento crescer, mais próximo estaremos de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, sustentável e capaz de gerar riqueza para todos — e não para poucos.

Artigo escrito por Manfred Dasenbrock, presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e diretor do Woccu (World Council of Credit Unions), único representante brasileiro no conselho

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A Criminalidade no Brasil: Uma Realidade Estrutural Persistente https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/12/21/a-criminalidade-no-brasil-uma-realidade-estrutural-persistente/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/12/21/a-criminalidade-no-brasil-uma-realidade-estrutural-persistente/#respond Sun, 21 Dec 2025 00:06:45 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13862

O Brasil segue como uma das nações mais violentas do mundo, com uma crise de segurança pública agravada pela impunidade predominante.

Em 2024, registrou-se o recorde de 87.545 estupros e 1.492 feminicídios (Anuário Brasileiro de Segurança Pública).

No primeiro semestre de 2025, ocorreram 718 feminicídios e cerca de 34 mil estupros contra mulheres, evidenciando machismo estrutural e ausência de punição efetiva.

Jovens, negros e pobres — sobretudo no Norte e Nordeste — são as principais vítimas, em territórios controlados por facções como PCC e Comando Vermelho, que se expandem aproveitando deficiências estatais.

O coração do problema é a impunidade endêmica: apenas 36% dos homicídios são esclarecidos (Instituto Sou da Paz, 2025), taxa estagnada há anos, o que perpetua o ciclo de violência e fortalece o crime organizado.

Desigualdade extrema, pobreza, circulação de armas e ineficácia judicial completam o quadro. Políticas apenas repressivas falham sem prevenção e justiça real.

É urgente romper esse ciclo com investimentos em educação e inclusão, reforma policial qualificada, desmonte das facções e punições céleres. Segurança verdadeira exige equidade social. A sociedade brasileira merece viver sem medo constante.

Josemar Junior Santos

É advogado formado pela UEPG

Pós-graduado em Administração e Finanças

Pós-graduado em Ciência Política

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Os Limites Éticos da Gestão Pública e o Valor das Boas Ideias, Venham de Onde Vierem https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/11/02/os-limites-eticos-da-gestao-publica-e-o-valor-das-boas-ideias-venham-de-onde-vierem/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/11/02/os-limites-eticos-da-gestao-publica-e-o-valor-das-boas-ideias-venham-de-onde-vierem/#respond Sun, 02 Nov 2025 00:40:59 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13704

Na administração pública, o verdadeiro desafio não está apenas em administrar recursos, mas em administrar valores. A ética, mais do que uma palavra de discurso, é o fio condutor que separa o gestor público comprometido com o interesse coletivo daquele que se perde na vaidade do poder.

É comum observar que, nas disputas políticas locais (na maioria das cidades, Estados…) propostas e ideias da oposição são descartadas de imediato, não por sua inviabilidade, mas por sua origem. Essa prática, infelizmente enraizada em muitas gestões, representa um empobrecimento do debate público e uma limitação ao desenvolvimento da própria cidade.

O gestor que rejeita boas propostas apenas por não serem “suas” ou de seu grupo político demonstra confundir governo com propriedade pessoal. O poder, em essência, é instrumento, não um troféu, e deve estar a serviço da coletividade.

O princípio constitucional da impessoalidade impõe justamente essa obrigação: o gestor deve agir em nome do interesse público, e não em favor de conveniências partidárias. Ignorar uma boa proposta apenas porque ela nasce da oposição é ferir esse princípio e enfraquecer a credibilidade da administração.

A boa política, ao contrário, nasce do diálogo e do reconhecimento do mérito, independentemente da origem.

Gestores éticos e maduros sabem que a grandeza de um governo se mede pela capacidade de ouvir, integrar e valorizar ideias, mesmo que estas venham de quem pensa diferente.

Rejeitar boas ideias por orgulho é desperdiçar oportunidades de avanço. Aceitá-las, por outro lado, é um gesto de grandeza, que demonstra compromisso real com o povo — e não com o ego.

O futuro das cidades depende dessa mudança de mentalidade. Quando a ética prevalece sobre a vaidade, e o bem comum se sobrepõe às disputas pessoais, a política deixa de ser palco de rivalidades e passa a ser instrumento de transformação.

O gestor que compreende isso não perde poder: ganha respeito. E o respeito, em política, é a forma mais sólida de liderança.

Cabe a reflexão.

Douglas A. Roderjan Filho

Advogado e procurador da Câmara Municipal de Reserva – Pr.

Especialista em Direito Ambiental e em Gestão Pública.

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Por que o Brasil é um pais atrasado? https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/10/26/por-que-o-brasil-e-um-pais-atrasado/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/10/26/por-que-o-brasil-e-um-pais-atrasado/#respond Sun, 26 Oct 2025 20:36:52 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13654

No ano de 1941, o escritor austríaco Stefan Zweig publicou o livro Brasil, país do futuro. O título de da obra posteriormente serviu de slogan popular, refletindo a esperança no país.

Ainda que insistamos em crer nessa expressão, amargamos há décadas problemas de toda ordem que impedem o nosso progresso.

Para entendermos as razões desse atraso, podemos traçar um paralelo com a realidade histórica norte-americana.

Atualmente os EUA possuem 340 milhões de habitantes, enquanto o Brasil está na casa dos 220 milhões, o que equivale a 62,3% da população do país de Trump.

Contudo, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos é de US$29,2 trilhões, enquanto o do Brasil é de US$2,2 trilhões, ou seja, o PIB brasileiro equivale apenas a 7,5% do PIB norte-americano, o que revela a diferença de riqueza entre ambos.

Mas afinal, por qual razão o Brasil é um país atrasado?

Existem inúmeros motivos, porém pela complexidade irei citar apenas alguns fatores.

Instituições: por instituições podemos entender os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário); a legislação (Constituição e demais leis); o sistema de justiça; a estrutura do Estado; o sistema tributário, etc.

Os Estados Unidos adotaram os modelos das instituições inglesas e as aperfeiçoaram, tornando o papel do Estado imensamente melhor e mais eficiente do que o brasileiro.

Infraestrutura: logo que surgiu na Inglaterra a estrada de ferro e o trem de ferro, por volta do ano de 1815, os Estados Unidos começaram a projetar o país inteiro com ferrovias. Atualmente, os Estados Unidos têm 294 mil km de estradas de ferro, quanto o Brasil tem apenas 30,6 mil km, o que representa pouco mais de 10%.

Legislação: o corpo de leis no Brasil é ruim, confuso e instável. A exemplo temos o nosso sistema tributário. A legislação americana, por sua vez, é mais enxuta facilitando sua compreensão e aplicabilidade.

Educação: desde a educação infantil, passando pelo ensino fundamental, ensino médio e indo até a educação superior, o Brasil está muito atrás dos países desenvolvidos.

Enquanto, o sistema educacional americano é mais prático e flexível, com foco em habilidades, avaliação contínua e um currículo que incentiva o pensamento crítico, o sistema brasileiro é mais tradicional e voltado para o vestibular, com avaliação baseada em provas e notas numéricas.

A questão pode ser mais complexa, claro. No entanto, esses quatro fatores são alguns dos indicativos do porque o Brasil está tão atrás dos países desenvolvidos.

Esperamos que algum dia o Brasil se ocupe de melhorá-los, pois sem isso não há como superar a condição de país pobre.

Josemar Junior Santos

É advogado formado pela UEPG

Pós-graduado em Administração e Finanças

Pós-graduado em Ciência Política

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A Escola Vazia de Política https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/09/28/a-escola-vazia-de-politica/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/09/28/a-escola-vazia-de-politica/#respond Sun, 28 Sep 2025 23:50:25 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13566

Desde a década de 70, o Brasil vem experimentando um processo gradual de retirada do conteúdo sociopolítico dos currículos escolares. A ditadura militar, ao impor uma reforma educacional marcada pela tecnocracia e pelo enfoque em disciplinas “neutras”, buscava afastar os jovens do debate crítico sobre a sociedade e o Estado. A intenção era clara: formar técnicos eficientes, mas não cidadãos questionadores.

Tenho certeza que os mais velhos ainda lembram da matéria escolar chamada OSPB (organização social e política brasileira) tão temida pelos alunos nas décadas de 50 e 60, abolida neste processo.

Nas décadas seguintes esse movimento continuou de forma disfarçada. A carga horária de História, Sociologia e Filosofia foi reduzida ou fragmentada. Quando retornaram oficialmente, vieram enfraquecidas, sem o espaço necessário para desenvolver raciocínios mais profundos sobre democracia, direitos e cidadania.

O resultado é uma geração que, muitas vezes, desconhece o funcionamento básico dos três Poderes da República.

Assim, a política, longe de ser compreendida como instrumento de transformação coletiva, passa a ser vista apenas como palco de escândalos ou de slogans meramente publicitários e rasos.

A ausência de formação crítica reflete-se no baixo nível dos debates públicos, na dificuldade de distinguir informação de manipulação e na adesão cega a discursos simplistas que ocupam espaço nas redes sociais.

É lamentável perceber que, ao abdicar de formar cidadãos conscientes, o sistema educacional contribuiu para um cenário em que o eleitor se torna presa fácil de narrativas populistas e polarizações vazias.

Debater política, hoje, é quase sinônimo de briga e não de diálogo. Mas isso não nasce do acaso: é fruto de uma escolha histórica pela omissão. Discute-se política igualmente a um debate futebolístico e deixa-se de torcer pela seleção brasileira pela politização…

Resgatar o espaço da política na escola não significa doutrinar, mas ensinar a pensar. Significa dar aos jovens instrumentos para compreender as leis que regem sua vida, para questionar o que lhes é imposto e para participar de forma madura da democracia.

Infelizmente a falta de investimento trouxe um grande número de eleitores despreparados a exercer o voto e também muitos eleitos sem o devido preparo ao exercício do mandato.

E aí? Falta este conteúdo em nossas escolas? Estamos preparados ao exercício dos direitos políticos?

Vale a reflexão.

Douglas A. Roderjan Filho

Advogado e procurador da Câmara Municipal de Reserva – Pr.

Especialista em Direito Ambiental e em Gestão Pública.

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Política, Marketing e Ética: um equilíbrio necessário para a democracia https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/09/05/politica-marketing-e-etica-um-equilibrio-necessario-para-a-democracia/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2025/09/05/politica-marketing-e-etica-um-equilibrio-necessario-para-a-democracia/#respond Fri, 05 Sep 2025 02:29:56 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=13468

Em tempos de intensa disputa política, é impossível ignorar o papel cada vez mais central do marketing na construção da imagem dos candidatos e partidos. Ferramentas de comunicação digital, redes sociais e estratégias de persuasão ocupam um espaço que, em muitos casos, ultrapassa a simples divulgação de propostas e passa a moldar percepções, emoções e até mesmo a visão que temos da realidade.

Esse cenário traz consigo uma questão inevitável: onde está o limite ético? O marketing político, quando bem utilizado, pode aproximar o cidadão da gestão pública, traduzindo ideias complexas em mensagens claras e acessíveis. No entanto, quando mal empregado, corre o risco de transformar a política em um produto vazio, em que a embalagem fala mais alto que o conteúdo. O eleitor, nesse contexto, pode ser seduzido mais pela estética da campanha do que pela consistência das propostas.

O problema não é novo, mas se intensifica com a velocidade da comunicação atual. Notícias falsas, manipulação de dados e a criação de narrativas artificiais são instrumentos que corroem a confiança pública. Uma democracia saudável exige debate qualificado e transparente, e não slogans repetidos como verdades absolutas.

Por isso, ética e marketing não devem ser tratados como opostos, mas como complementares. É possível comunicar de forma atrativa sem manipular; é possível emocionar sem enganar. O eleitor precisa estar atento, e os atores políticos, conscientes de que a credibilidade conquistada com honestidade é o ativo mais duradouro.

A reflexão que deixo é simples: numa sociedade cada vez mais informada, o verdadeiro diferencial não está em quem grita mais alto, mas em quem fala a verdade com clareza. Política, marketing e ética só caminham bem quando o respeito ao cidadão é o fio condutor.

E você, eleitor?

Ao escolher um candidato, você olha mais para o conteúdo das propostas ou para a forma como elas são apresentadas?

Até que ponto você acredita que o marketing influencia sua decisão de voto?

Que tipo de campanha política você gostaria de ver nas próximas eleições: mais simples e direta ou mais elaborada e persuasiva?

A refletir…

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Douglas A. Roderjan Filho

É advogado formado na UEPG há 25 anos, procurador da Câmara Municipal de Reserva, pós-graduado em Direito Ambiental e em gestão pública.

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A Psicanálise na Contemporaneidade e as Mídias Sociais- Os Malefícios na Personalidade Humana https://tribunadanoticia.com.br/blog/2024/10/24/a-psicanalise-na-contemporaneidade-e-as-midias-sociais-os-maleficios-na-personalidade-humana/ https://tribunadanoticia.com.br/blog/2024/10/24/a-psicanalise-na-contemporaneidade-e-as-midias-sociais-os-maleficios-na-personalidade-humana/#comments Thu, 24 Oct 2024 01:57:44 +0000 https://tribunadanoticia.com.br/blog/?p=12394

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar, à luz da psicanálise, os impactos das mídias sociais na personalidade humana na contemporaneidade. A partir de uma revisão teórica e de estudos recentes sobre o comportamento humano e as relações sociais, busca-se compreender como a exposição constante às redes sociais pode contribuir para o desenvolvimento de distúrbios psíquicos, tais como ansiedade, depressão e transtornos de personalidade. O artigo discute ainda como a psicanálise pode oferecer ferramentas para o enfrentamento dessas questões, propondo reflexões sobre a construção da subjetividade e as relações interpessoais no ambiente digital.

Introdução

A psicanálise, desde suas origens com Freud, sempre esteve atenta às mudanças nas formas de subjetivação e nas relações humanas. Na contemporaneidade, com a ascensão das mídias sociais, emergem novas formas de interação que colocam desafios significativos para a compreensão da personalidade e das dinâmicas psíquicas. As redes sociais, ao oferecerem plataformas para a exposição constante e para a busca incessante de validação externa, têm sido associadas a uma série de malefícios psíquicos, entre eles, a exacerbação do narcisismo, a fragilização da autoestima e o aumento de quadros de ansiedade e depressão (Freud, 1914; Lacan, 1964).

A presente pesquisa busca explorar como essas mudanças tecnológicas e sociais impactam a constituição da personalidade humana, a partir de uma perspectiva psicanalítica. Quais são os efeitos das interações mediadas pelas redes sociais na construção do self? Como o excesso de comparações e a constante busca por validação afetam o bem-estar psicológico? Tais questões são cruciais para entendermos os novos desafios da psicanálise na contemporaneidade.

Desenvolvimento

1. A Psicanálise e a Construção da Personalidade na Era Digital

A construção da personalidade, segundo Freud (1923), ocorre a partir da interação entre o id, ego e superego. No ambiente das mídias sociais, essas estruturas psíquicas são constantemente desafiadas. O ego, que mediará os desejos inconscientes do id e as exigências do superego, é pressionado pela necessidade de conformidade com os padrões estéticos e comportamentais idealizados nas redes sociais. Estudos indicam que essa dinâmica pode levar à exacerbação do narcisismo e ao enfraquecimento do superego, que se torna permissivo frente ao desejo de aprovação (Lasch, 1979; Kernberg, 1975).

Além disso, a psicanálise destaca a importância do Outro na formação da subjetividade. Para Lacan (1964), o sujeito se constitui a partir do olhar do Outro, o que nas redes sociais se manifesta na busca constante por likes e seguidores, indicadores de aceitação e validação. A construção da identidade, então, se dá em um cenário marcado pela superficialidade das interações e pela ansiedade gerada pela comparação constante com as vidas idealizadas dos outros.

2. Narcisismo e Redes Sociais: Uma Relação Perversa

O conceito de narcisismo, introduzido por Freud (1914), torna-se central na análise das interações nas mídias sociais. O ambiente digital, ao promover a autoexposição e a busca incessante por reconhecimento, alimenta o narcisismo, especialmente em sua forma patológica. Lasch (1979) argumenta que a cultura contemporânea, com sua ênfase no individualismo e na autossuficiência, intensifica o narcisismo, fenômeno amplificado pelas redes sociais.

As consequências desse narcisismo exacerbado incluem a dificuldade em estabelecer vínculos profundos e autênticos, bem como o aumento da vulnerabilidade emocional frente à crítica e à rejeição (Kernberg, 1975). A personalidade, nesse contexto, torna-se frágil, dependente da validação externa e incapaz de lidar com frustrações e contrariedades.

3. Ansiedade, Depressão e o Impacto das Comparações Sociais

Outro aspecto relevante discutido na literatura psicanalítica é o impacto das comparações sociais nas plataformas digitais. Festinger (1954) postulou que os indivíduos tendem a avaliar suas próprias capacidades e opiniões em comparação com as dos outros, um fenômeno que se intensifica nas redes sociais. A exposição contínua a conteúdos que mostram vidas idealizadas pode levar ao aumento da ansiedade e da depressão, especialmente entre jovens (Twenge, 2017; Turkle, 2011).

A psicanálise contribui para a compreensão desse processo ao enfatizar como essas comparações reforçam sentimentos de inadequação e insegurança. O superego, ao internalizar padrões de sucesso e felicidade apresentados nas mídias sociais, pode se tornar extremamente crítico, exacerbando sentimentos de culpa e baixa autoestima.

4. O Vazio Existencial e a Busca Incessante por Sentido

A psicanálise contemporânea também explora a sensação de vazio existencial que permeia a vida moderna, exacerbada pelo uso intensivo das redes sociais. A busca incessante por sentido, que muitas vezes se expressa na necessidade de ser visto e reconhecido, pode resultar em uma vida marcada pela superficialidade e pela ausência de vínculos significativos (Bauman, 2001).

Esse vazio, segundo a perspectiva psicanalítica, está relacionado à dificuldade em lidar com a castração simbólica, ou seja, a aceitação das limitações e frustrações inerentes à condição humana (Lacan, 1964). As redes sociais, ao promoverem uma cultura de hiperconectividade e satisfação instantânea, dificultam o desenvolvimento da capacidade de tolerar a solidão e o tédio, aspectos fundamentais para o amadurecimento psíquico.

Conclusão

As mídias sociais representam um fenômeno de grande relevância na contemporaneidade, com impactos profundos na construção da personalidade e nas dinâmicas psíquicas. A psicanálise oferece um arcabouço teórico robusto para a compreensão desses fenômenos, permitindo-nos identificar os malefícios que o uso excessivo das redes sociais pode causar à saúde mental.

A exacerbação do narcisismo, o aumento da ansiedade e da depressão, e a sensação de vazio existencial são algumas das consequências negativas associadas à interação constante com as mídias sociais. A psicanálise, ao promover uma compreensão mais profunda desses processos, pode oferecer caminhos para o enfrentamento desses desafios, incentivando a reflexão sobre o uso consciente das tecnologias e a busca por formas mais autênticas de relacionamento e construção de identidade.

Referências Bibliográficas

Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. Human Relations, 7(2), 117-140.

Freud, S. (1914). Introdução ao narcisismo. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (Vol. 14, pp. 81-108). Rio de Janeiro: Imago.

Freud, S. (1923). O ego e o id. In Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (Vol. 19, pp. 3-66). Rio de Janeiro: Imago.

Kernberg, O. F. (1975). Borderline conditions and pathological narcissism. New York: Jason Aronson.

Lacan, J. (1964). O seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Lasch, C. (1979). A cultura do narcisismo: A vida americana numa era de expectativas decrescentes. Rio de Janeiro: Imago.

Turkle, S. (2011). Alone together: Why we expect more from technology and less from each other. New York: Basic Books.

Twenge, J. M. (2017). iGen: Why today’s super-connected kids are growing up less rebellious, more tolerant, less happy—and completely unprepared for adulthood. New York: Atria Books.

Este artigo oferece uma análise crítica dos impactos das mídias sociais na personalidade humana a partir de uma perspectiva psicanalítica, contribuindo para o debate sobre os desafios psíquicos na era digital.

Paulo Alexandre Macedo Rosa- Psicanalista.

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Cleide Vidal Hoinocz Farmacêutica CRF-PR 21811, Pós-graduada em Farmácia Estética Avançada.

Olá queridos leitores!

O termo saúde mental só ganhou mais destaque após a reforma psiquiátrica, pois se entendeu na prática que saúde mental não se destinava apenas aos “loucos” e “lunáticos”, mas sim para todos.

O que é saúde mental?

A saúde mental é entendida como um estado mental, onde a pessoa está bem consigo mesma, possui ferramentas para lidar com seus problemas, consegue equilibrar suas emoções e relações emocionais com as de trabalho, experimentando momentos bons e ruins, mas entendendo que são passageiros.

Dessa forma, podemos ver que o conceito de saúde mental vai muito além do que não possuir doenças e transtornos psiquiátricos, mas sim num estado de manutenção de sua capacidade de equilibrar as emoções e desafios da vida.

A forma como lidamos com nossas frustrações, desafios e falhas dependem muito de como está à qualidade da saúde mental, mas para estar com uma boa saúde mental é preciso ter autoconhecimento, saber reconhecer seus limites.

O maior empecilho para a manutenção de uma boa saúde mental é a relação que o ser humano possui com o trabalho, cada vez mais ele se torna uma fonte de estresse e tensão, prazos apertados, trocas de informações cada vez mais rápidas.

Ao longo de sua vida, se você tiver problemas de saúde mental, seus pensamentos, humor e comportamento podem ser afetados. Muitos fatores contribuem para problemas de saúde mental, incluindo:

•Fatores biológicos, como genética ou química do cérebro;

•Experiências de vida, como traumas ou abusos;

•Histórico familiar de problemas de saúde mental.

Sinais de alerta

Se você tem ou conhece alguém com um ou mais desses sentimentos ou comportamentos, pode ser um alerta para cuidar da saúde mental:

•Comer ou dormir muito ou pouco;

•Afastar-se das pessoas e atividades habituais;

•Ter pouca ou nenhuma energia;

•Sentir-se entorpecido ou como se nada importasse;

•Sentir dores inexplicáveis;

•Sentir-se impotente ou sem esperança;

•Fumar, beber ou usar drogas de maneira exagerada ou descontrolada;

•Sentir-se confuso, esquecido, tenso, com raiva, chateado, preocupado ou com medo (de maneira exagerada, fora do normal);

•Gritar ou brigar com a família e amigos;

•Ter mudanças de humor bruscas que causam problemas nos relacionamentos;

•Ter pensamentos e memórias persistentes que você não consegue tirar da sua cabeça;

•Ouvir vozes ou acreditar em coisas que não são verdadeiras;

•Pensar em machucar a si mesmo ou aos outros;

•Incapacidade de realizar tarefas diárias como cuidar de seus filhos ou ir para o trabalho ou escola.

A saúde mental positiva permite que as pessoas:

•Reconheçam todo o seu potencial;

•Lidem com o estresse da vida;

•Produzam mais no trabalho;

•Façam contribuições significativas para suas comunidades.

As maneiras de manter a boa saúde mental são:

•Procurar ajuda profissional (psicólogo) assim que perceber que algo não está bem;

•Conectar-se com outras pessoas;

•Manter o pensamento positivo;

•Manter-se fisicamente ativo;

•Ajudar os outros;

•Dormir o suficiente;

•Desenvolver habilidades de enfrentamento.

Os benefícios de estar bem

Pesquisas mostram que altos níveis de saúde mental estão associados à maior aprendizagem, criatividade e produtividade, comportamento mais pró-social e relações sociais positivas, e com melhor saúde física e expectativa de vida.

Em contrapartida, se a saúde mental não anda bem, você pode sentir angústia ou ter um impacto negativo no cotidiano e nos relacionamentos. Distúrbios de saúde mental estão associados a problemas de saúde física e morte prematura por suicídio.

Mas é importante lembrar que a saúde mental é complexa. O fato de alguém não estar passando por um problema de saúde mental não significa necessariamente que sua saúde mental está bem. Da mesma forma, é possível ser diagnosticado com um problema de saúde mental enquanto se sente bem em muitos aspectos da vida.

Resumindo, saúde mental significa ser cognitivamente, emocionalmente e socialmente saudável, e isso diz respeito à maneira como pensamos, sentimos e desenvolvemos relacionamentos, e não apenas a ausência de uma condição de saúde mental.

Dúvidas sobre Saúde Mental? Venha até a Farmácia Doutor Desconto, estamos á disposição para atendê-los. Pensou Farmácia? Doutor Desconto!

Gilson Van Haandel, farmacêutico CRF/PR 24703

Cleide Vidal Hoinocz, farmacêutica CRF/21811, pós-graduada em Estética Avançada.

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