{"id":12256,"date":"2024-09-01T01:02:31","date_gmt":"2024-09-01T01:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadanoticia.com.br\/blog\/?p=12256"},"modified":"2024-09-01T01:02:31","modified_gmt":"2024-09-01T01:02:31","slug":"deral-preve-crescimento-da-safra-paranaense-de-soja-milho-feijao-e-batata-em-2024-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadanoticia.com.br\/blog\/2024\/09\/01\/deral-preve-crescimento-da-safra-paranaense-de-soja-milho-feijao-e-batata-em-2024-25\/","title":{"rendered":"Deral prev\u00ea crescimento da safra paranaense de soja, milho, feij\u00e3o e batata em 2024\/25"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"267\" src=\"https:\/\/tribunadanoticia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Deral-preve-crescimento-da-safra-de-soja-paranaense-site.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12258\" srcset=\"https:\/\/tribunadanoticia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Deral-preve-crescimento-da-safra-de-soja-paranaense-site.jpg 400w, https:\/\/tribunadanoticia.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Deral-preve-crescimento-da-safra-de-soja-paranaense-site-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A primeira&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/system\/files\/publico\/Safras\/resumo_pss.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Previs\u00e3o Subjetiva<\/a><\/strong>&nbsp;para a safra paranaense 2024\/25, divulgada na quinta-feira 29 de agosto pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aponta para recupera\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o em soja, milho e feij\u00e3o, principais culturas do per\u00edodo. A produ\u00e7\u00e3o de batata tamb\u00e9m cresce. No entanto, o trigo da safra 2023\/24, que come\u00e7ou a ser colhido, ter\u00e1 redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na soja, a previs\u00e3o inicial \u00e9 que sejam plantados 5,8 milh\u00f5es de hectares, o que representa aumento de 0,5% sobre os pouco mais de 5,7 milh\u00f5es de hectares do ciclo anterior. No entanto, a produ\u00e7\u00e3o pode alcan\u00e7ar 22,3 milh\u00f5es de toneladas, com substancial acr\u00e9scimo de 20% sobre as 18,5 milh\u00f5es de toneladas da \u00faltima colheita.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea plantada na primeira safra representa mais de 90% do plantio entre os principais gr\u00e3os produzidos no Paran\u00e1. \u201cA soja \u00e9 o principal item da agricultura paranaense e em geral tem \u00f3timo retorno ao longo do tempo\u201d, explicou o t\u00e9cnico Edmar Gerv\u00e1sio, analista da cultura no Deral. O plantio estar\u00e1 liberado em 10 de setembro, quando termina o vazio sanit\u00e1rio da ferrugem asi\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MILHO<\/strong>&nbsp;\u2013 Para o milho primeira safra, as estimativas iniciais da safra 2024\/25 apontam para 2,7 milh\u00f5es de toneladas, ligeiramente superior \u00e0s 2,5 milh\u00f5es de toneladas do per\u00edodo 23\/24. H\u00e1 proje\u00e7\u00e3o de \u00e1rea 9,6% menor, ocupando 267,7 mil hectares, o que seria a menor da hist\u00f3ria. No ciclo anterior, a primeira safra teve 296 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010 a primeira safra j\u00e1 chegou a cobrir 900 mil hectares paranaenses, com redu\u00e7\u00e3o de cerca de 70% agora. \u201cA safra de milho de ver\u00e3o \u00e9 hoje uma safra de nicho e os produtores s\u00e3o em geral especializados e com altas produtividades\u201d, disse Gerv\u00e1sio. \u201cEssencialmente esta redu\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 migra\u00e7\u00e3o para soja, produto que tem maior liquidez e potencialmente maior lucratividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FEIJ\u00c3O<\/strong>&nbsp;\u2013 O feij\u00e3o de primeira safra paranaense, depois de muitos anos com perda de \u00e1rea, tende a ter um aumento de 22%, passando de 107,8 mil hectares em 2023\/24 para 131,2 mil hectares agora. \u201c\u00c9 o incremento mais importante pelo menos dos \u00faltimos 10 anos, quando vinha sistematicamente perdendo \u00e1rea para a soja\u201d, disse o agr\u00f4nomo Carlo Hugo Godinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os produtores t\u00eam agora uma nova op\u00e7\u00e3o de venda, que \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o preto. \u201cIsso fez com que os pre\u00e7os se mantivessem mais est\u00e1veis e atrativos\u201d, disse. A previs\u00e3o \u00e9 de aumento de 57% na produ\u00e7\u00e3o da primeira safra, passando de 160 mil toneladas em 2023 para 251 mil toneladas na nova safra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BATATA&nbsp;<\/strong>\u2013 Os plantios da batata de primeira safra 24\/25 come\u00e7aram. At\u00e9 agora foram semeados 14% da \u00e1rea, o que corresponde a 2,2 mil hectares dos 15,8 mil estimados. \u201cUma m\u00e9dia de 18% seria normal para este per\u00edodo, no entanto o tempo seco predominante desacelerou a a\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o engenheiro agr\u00f4nomo Paulo Andrade, do Deral. O plantio deve se estender at\u00e9 novembro, quando come\u00e7a a colheita.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que o campo responda com 478,2 mil toneladas de batatas, cerca de 22% superior \u00e0s 392,2 mil toneladas extra\u00eddas no mesmo per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho os produtores foram remunerados em R$ 94,33 pela saca de 25 quilos, 19,5% menor que os R$ 117,14 de junho. Na Ceasa Curitiba, a saca da batata comum ficou em R$ 120,00, valor est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a junho. J\u00e1 no varejo os pre\u00e7os tiveram queda de 15,2%, saindo de R$ 10,22 o quilo em junho para R$ 8,67 em julho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRIGO E CEVADA<\/strong>&nbsp;\u2013 O trigo da safra 2023\/24, que come\u00e7ou a ser colhido no Paran\u00e1, tende a alcan\u00e7ar 3,1 milh\u00f5es de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 14% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 3,6 milh\u00f5es de toneladas do ano passado e de 17% sobre o potencial da safra (3,8 milh\u00f5es de toneladas). \u201cA seca tem sido o maior problema no Norte do Paran\u00e1, onde se concentram as lavouras colhidas at\u00e9 agora\u201d, afirmou o agr\u00f4nomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele salientou que, apesar de essa ser a maior preocupa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m h\u00e1 perdas relacionadas \u00e0s geadas. O levantamento de quanto isso vai impactar no resultado final ainda n\u00e3o est\u00e1 completo, o que ser\u00e1 poss\u00edvel assim que a colheita evoluir nas \u00e1reas mais afetadas. At\u00e9 agora foram colhidos pouco mais de 70 mil dos 1,1 milh\u00e3o de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>A cevada foi menos impactada pelo clima e deve render 331,5 mil toneladas. \u201cApesar de problemas pontuais, este n\u00famero est\u00e1 dentro do intervalo de produ\u00e7\u00e3o da cultura\u201d, explicou Godinho. Se confirmado, ser\u00e1 19% superior \u00e0s 278 mil toneladas do ano passado. \u201cA seca tem sido menos cr\u00edtica no Sul do Paran\u00e1 e o ciclo mais longo da cultura evitou que a maior parte estivesse em fases suscet\u00edveis a perdas durante as geadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BOLETIM<\/strong>&nbsp;\u2013 O&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2024-08\/boletim_semanal_35_deral.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boletim de Conjuntura Agropecu\u00e1ria<\/a><\/strong>&nbsp;referente \u00e0 semana de 23 a 29 de agosto, tamb\u00e9m divulgado nesta quinta-feira, comenta as primeiras estimativas de safra e traz dados sobre outras culturas agropecu\u00e1rias do Estado. Sobre o couro bovino, destaca que o Paran\u00e1 foi o quarto maior produtor no Brasil, com 788.658 pe\u00e7as, atr\u00e1s de Mato Grosso, Goi\u00e1s e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Os su\u00ednos de corte atingiram um Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o (VBP) de R$ 8,5 bilh\u00f5es em 2023, acr\u00e9scimo de 2% sobre os R$ 8,3 bilh\u00f5es do ano anterior. A suinocultura de corte est\u00e1 predominantemente concentrada nas regi\u00f5es Oeste e Centro-Oriental do Paran\u00e1, onde est\u00e3o os maiores frigor\u00edficos. Toledo \u00e9 o principal produtor, com VBP de R$ 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento do Deral destaca ainda a celebra\u00e7\u00e3o do Dia do Avicultor em 28 de agosto. A atividade engloba a produ\u00e7\u00e3o de carne e de ovos. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), em 2023 o Brasil produziu 14,8 milh\u00f5es de toneladas de carne de frango, com exporta\u00e7\u00e3o de 5,1 milh\u00f5es de toneladas e consumo per capita de 45,1 quilos. Do total, cerca de 65% abastecem o mercado interno e o restante vai para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa da ABPA \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o cres\u00e7a 1,8% em 2024, chegando a 15,1 milh\u00f5es de toneladas. O Paran\u00e1, maior produtor e exportador de carne de frango do pa\u00eds, produziu 4,6 milh\u00f5es de toneladas, com exporta\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es de toneladas. Estima-se que o setor gere mais de 4 milh\u00f5es de empregos e que 1 milh\u00e3o estejam no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Jaelson Lucas \/ Arquivo AEN. Da Ag\u00eancia Estadual de Not\u00edcias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira&nbsp;Previs\u00e3o Subjetiva&nbsp;para a safra paranaense 2024\/25, divulgada na quinta-feira 29 de agosto pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aponta para recupera\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o em soja, milho e feij\u00e3o, principais culturas do per\u00edodo. A produ\u00e7\u00e3o de batata tamb\u00e9m cresce. 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