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Saúde e bem estar- Diabetes Mellitus

Cleide Vidal Hoinocz Farmacêutica CRF-PR 21811, Pós-graduanda em Farmácia Estética.

Olá queridos leitores!

Diabetes mellitus é uma doença crônica que a cada dia afeta mais pessoas em todo o mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença atinge cerca de 6,9% da população brasileira, o que corresponde a, aproximadamente, 13 milhões de casos. E o que mais assusta é que esse número tende a aumentar.

Essa doença é decorrente da produção insuficiente do hormônio insulina ou da incapacidade de seu uso. A insulina, que é produzida pelas células beta do pâncreas, controla os níveis de glicose no sangue, e quando há diabetes, ficam elevados e ocasionam um quadro conhecido como hiperglicemia.

 4 principais tipos:

Diabetes mellitus tipo 1: diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, é aquela em que as células beta são destruídas, ocasionando a deficiência de insulina. Em razão dessa deficiência, o sangue fica com glicose em excesso. Sua causa pode ser autoimune (quando o próprio sistema imunológico ataca e destrói o tecido saudável) ou idiopática (causa desconhecida). No caso da diabetes autoimune, pode haver associações com doenças como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Addison, que também são problemas autoimunes.

Diabetes mellitus tipo 2: o organismo não consegue utilizar a insulina de maneira adequada ou ela é produzida em pouca quantidade. Esse tipo é o mais comum de diabetes e manifesta-se com freqüência maior em adultos. Estima-se que 90% dos casos de diabetes sejam do tipo 2 e que estejam relacionados, principalmente, com a idade e o sedentarismo. Nesse caso, não há destruição das células do pâncreas.

Diabetes mellitus gestacional: esse tipo de diabetes ocorre durante a gravidez e pode afetar diretamente o bebê. A doença está relacionada, por exemplo, com crescimento excessivo do feto, hipoglicemia neonatal e até desenvolvimento de doenças na vida adulta, tais como obesidade e diabetes. A diabetes gestacional apresenta alguns fatores de risco, tais como: idade avançada da mãe, ganho de peso durante a gestação, ovários policísticos, histórico de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão e gravidez múltipla. Esse tipo de diabetes pode ou não persistir após o parto.

Pré-diabetes: é quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos ou pessoas com alterações nos lipídios. Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto.

No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença. A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle.

Principais sintomas do diabetes mellitus tipo 1: vontade de urinar diversas vezes, fome freqüente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.

Principais sintomas do diabetes mellitus tipo 2: infecções freqüentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furúnculos.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito baseado nos sintomas do paciente e exames de sangue para confirmação da doença, por isso é importante consultar um médico e fazer exames de rotina.

Níveis de glicose no sangue:

Normal: inferior a 99 mg/dL;

Pré-diabetes: entre 100 a 125 mg/dL;

Diabetes: acima de 126 mg/dL.

  1. Hipoglicemia (baixa de açúcar):

A hipoglicemia é uma complicação aguda da diabetes e que pode acontecer quando o tratamento não é realizado corretamente, ou seja, quando a pessoa faz uso de uma maior quantidade de insulina ou de medicamento recomendados pelo médico, o que pode fazer com que o nível de açúcar baixe consideravelmente, podendo ficar abaixo de 70 mg/dL. Os sintomas de hipoglicemia podem variar de uma pessoa para outra, porém os mais comuns são náuseas, tonturas, tremores e suor frio

  1. Hiperglicemia (alta de açúcar):

A hiperglicemia é uma complicação da diabetes que pode acontecer quando o tratamento não é realizado, de forma que o nível de açúcar permanece alto ao longo do dia, resultando em sintomas como visão borrada e embaçada, sede, pele seca e fraqueza.

Complicações:

As complicações da diabetes normalmente surgem quando o tratamento não é feito corretamente e quando não se tem o controle dos níveis de açúcar, já que o açúcar em excesso pode provocar lesões em todo o corpo, incluindo olhos, rins, vasos sanguíneos, coração e nervos, podendo ter como resultado a hipoglicemia ou hiperglicemia, alterações renais, problema nos olhos, aumento do risco de infecção e dificuldade para cicatrizar feridas. Porém as complicações da diabetes podem ser facilmente evitadas por meio da realização do tratamento com remédios ou insulina recomendado pelo endocrinologista, controle da glicemia ao longo do dia, prática de atividade física de forma regular e alimentação saudável e equilibrada, de acordo com as recomendações do nutricionista.

Diabetes não tem cura, mas pode ser controlado por hábitos de vida saudáveis e uso correto da medicação (INDICADA PELO MÉDICO), o primeiro fator e mais importante é a aceitação da doença, adesão ao tratamento e o apoio familiar, fiz uma tabelinha dos alimentos para facilitar o entendimento sobre o que faz mal e o que pode comer sempre ou com moderação.

Dicas de alimentação para diabéticos

 

 

PODE

Alface, acelga, agrião, repolho, abobrinha, aipo, chicória, coentro, cebola, cebolinha, salsa, espinafre, hortelã, jiló, couve, couve-flor, pimentão, pepino, tomate, limão, mostarda, alho, erva-doce, hortelã e camomila.
 

COM

MODERAÇÃO

 

Arroz, macarrão, farinhas, batata, inhame, mandioca, pão, biscoitos, canjica, pamonha, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, abóbora, cenoura, chuchu, quiabo, vagem, beterraba, frango, miúdos, ovos, carne bovina, peixes, leite, queijos, iogurtes, requeijão.

 

 

 

EVITAR

Carne de porco, banha, toucinho, lingüiça, salame, mortadela, presunto, creme de leite, nata, manteiga, queijo curado, frituras, pele de frango e couro de peixe, coco e leite de coco.
 

NÃO

PODE

Açúcar, rapadura, mel/melado, doces em geral, caldo de cana, balas, bolos, chocolates, refrigerantes, sorvetes, bebidas alcoólicas, biscoitos e pães doces.
 

SEMPRE

Manter peso ideal, tomar os medicamentos de forma correta, manter exames em dia, praticar atividades físicas e beber água.

 

 

ATENÇÃO: MEDICAMENTOS NATURAIS NÃO TRATAM E NÃO CURAM DIABETES!

Dúvidas sobre Diabetes Mellitus? Venha até a Farmácia Doutor Desconto estamos à disposição para atendê-los. Pensou Farmácia?

Gilson Van Haandel, farmacêutico CRF/PR 24703.

Cleide Vidal Hoinocz, farmacêutica CRF/PR 21811.

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