Por que Lula não merece vencer?

A cada eleição, velhas promessas voltam ao discurso do governo petista, muitas delas apresentadas como novidades, apesar de fazerem parte de sua agenda há anos. Por isso, o eleitor precisa ir além da propaganda e perguntar: o que foi prometido, o que realmente foi entregue e qual é o preço que o Brasil está pagando pelas escolhas do governo?
Três questões merecem atenção especial: a condução da economia, o avanço do crime organizado e a responsabilidade com o dinheiro público.
Uma das principais críticas ao governo Lula é o aumento dos gastos públicos sem o devido enfrentamento dos desequilíbrios fiscais. O crescimento das despesas e as incertezas sobre as metas orçamentárias alimentam preocupações com o endividamento e a estabilidade econômica.
Nesse cenário, os juros elevados encarecem o crédito, dificultam investimentos e pesam no orçamento das famílias. Na prática, o cidadão sente os efeitos no supermercado, nas prestações e no custo de manter um negócio.
O trabalhador precisa de mais do que discursos otimistas: precisa de poder de compra, oportunidades de emprego e condições para produzir e empreender.
O avanço do crime organizado exige respostas firmes e coordenadas. Facções e milícias ampliam sua influência, intimidam comunidades e desafiam o poder público.
O Brasil precisa fortalecer a inteligência policial, integrar as forças de segurança e combater o tráfico de armas e drogas, além de asfixiar financeiramente essas organizações.
Os críticos do governo questionam se a atuação federal tem sido suficiente diante dessa realidade. Afinal, não basta reconhecer o problema: é preciso apresentar resultados. O cidadão tem direito de viver com segurança, liberdade e tranquilidade.
Os escândalos de corrupção associados às gestões petistas continuam alimentando a desconfiança de parte expressiva da população. Embora condenações de Lula tenham sido anuladas por decisões judiciais relacionadas a questões processuais e de competência, permanece legítimo debater os escândalos revelados, as falhas de controle e a proteção do patrimônio público.
Também merecem atenção as propostas de flexibilização das regras de governança das estatais, que podem enfraquecer mecanismos de controle e abrir espaço para indicações políticas inadequadas.
O dinheiro público pertence à população. Desperdícios e desvios comprometem recursos que poderiam ser destinados à saúde, à educação, à infraestrutura e à segurança.
O país precisa de fiscalização independente, transparência e responsabilidade, sem privilégios ou tolerância com a corrupção.
A escolha sobre a reeleição de Lula deve considerar os resultados de seu governo, e não apenas as promessas de campanha.
As incertezas econômicas, os desafios da segurança pública e as dúvidas sobre a gestão dos recursos públicos justificam questionamentos sobre a continuidade desse projeto.
O Brasil precisa de equilíbrio fiscal, inflação controlada, incentivo à produção, combate efetivo ao crime e instituições comprometidas com a transparência.
Dizer não à reeleição de Lula é defender a possibilidade de um novo rumo para o país. É cobrar resultados em vez de aceitar promessas repetidas, responsabilidade na gestão e segurança pública para o brasileiro.
O Brasil merece mais! E o eleitor tem o poder de escolher um caminho diferente.
Josemar Santos é advogado, especialista em Administração e Finanças e Ciência Política


